20 de fevereiro de 2017

A estratégia judicial da Equipe CGADB para todos contra a Convenção Geral e o Pr. José Wellington Jr.: É moral?

​O mundo é complexo. Não difícil, não.. complexo. Complexidade é a reunião de diversos fatos, locais, opiniões, perspectivas, consequências e etc. Resume em um único local e/ou pensamento, diversos elementos. É trabalhoso, mas não tão difícil. Tudo tem dois lados, talvez mais de dois, ainda sim é interessante analisarmos os fatos por diversos ângulos a fim de concluir com coerência. 

O caso da decisão liminar contra a candidatura do Pr. José Wellington Júnior a presidência da CGADB - Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, é um pertinente exemplo de complexidade. Talvez seja trabalhoso compreender, mas não tão difícil.

Há, em torno de tudo isso: o aspecto interpretativo e/ou jurídico, o aspecto motivacional, o aspecto publicitário - acreditem - e o aspecto moral. É complexo. Ao longo desta semana, em mais de um texto, pretendo evidenciar posicionamento e opinião a cerca do caso em todos estes aspectos, inclusive trazendo informações novas a cerca da atuação política do requerente da liminar em seu respectivo município, o convencional Efraim de Moura.

A título introdutório, gostaria de refletir com vocês sobre a moralidade de tudo isso. Estudante que sou, reconheço e agradeço a Deus pelo direito constitucional de solicitar atuação judiciária. Acionar a justiça é direito de todo cidadão e sou feliz pelo estado democrático de direito, obrigado Deus, Amém! 

Entretanto, lá no primeiro semestre da faculdade nós aprendemos que nem sempre a justiça e a moral se encontram, infelizmente. É legal, mas não necessariamente é moral. Fica fácil enxergamos isto quando, em contexto de grande escândalo de corrupção nacional, assistimos a soltura de políticos e empresários, criminosos, que contribuíram de alguma forma com as investigações, talvez pelo artifício da delação premiada ou qualquer outro, enfim, é legal, sabemos, mas.. é moral? Perguntamos. 

Pensando a respeito da reiterada provocação de atuação judicial para resolução de assunto institucional, quanto ao processo eleitoral da nossa amada Assembleia de Deus... É  moral? 

Eu sempre questionei isto, pessoalmente, quando no passado - nem tão distante assim - vimos, por mais de uma vez, Samuel Câmara processar a CGADB, processar a presidência e recorrer de decisões institucionais por meio de artifícios legais. E a moral? Pensava eu - inoceenteee- rs, era difícil compreender como o convencional que dizia amar tanto a Assembleia de Deus atuava, talvez indiretamente, em detrimento da instituição, arrastando-a a disputas e imposições legais que ameaçavam sua capacidade de atuação Cristã em âmbito nacional. Como poderíamos ter um líder com este histórico? Em tempo, pergunto, sobre os 11 milhões.. é moral?

Deixando o passado no último parágrafo, sigamos felizes com a reconciliação dos candidatos e diretoria, pensando agora sobre os recém noticiados fatos: a busca incessante pela anulação da candidatura/registro e/ou decisão que impossibilite o Pr. José Wellington Júnior concorrer às eleições.

Há boatos - BOATOS - que pelo menos 10 - DEZ - ações contra a Convenção Geral e contra a candidatura do Pr. José Wellington Júnior estão sendo movidas pelos candidatos e adeptos da EQUIPE CGADB PARA TODOS. Tendo sido posto isto, havendo comprovação desta atuação por parte da "oposição", e já houveram dois pedidos de liminar, um acatado e um indeferido, preciso dizer: Parabéns por provocarem tanto o poder judiciário! Parabéns por, de maneira tão eficiente, darem trabalho aos advogados da AD.. "que legal" Mas.. É MORAL? 

Ninguém nunca me responde... :(



Uma observação importante precisa ser adicionada ao meu pensamento, preventivamente: 

Questiono a moralidade da provocação judicial, e não da decisão judicial. Um vez provocado, é obrigação do poder judiciário atuar e, em sua interpretação, o Excelentíssimo Juiz Levine Raja Gabaglia Artiaga atuou deferindo o pedido, ao contrário da Juiza Ilana Kabacznik Luongo Kapah, da comarca de Macapá, que optou, ao meu ver com muito mais coerência, por indeferir pedido semelhante. Qualquer maneira, nenhuma discussão moral deve envolver ambas as decisões. É meramente interpretativo e pretendo abordar o assunto em outro post.